Mascarilheiros de Lazarim

Retrato de várias gerações de construtores de máscaras de Lazarim: desde Afonso Castro, nascido em 1925, que já não suporta o frio para trabalhar, passando por Adão Almeida, nascido em 1962, que é agora o mais consagrado mascarilheiro, até Daniel Silva, de apenas 15 anos, que começou há pouco a fazer máscaras.
Nenhum dos artesãos se dedica inteiramente a este ofício. Trabalham pela noite dentro, depois de saírem dos seus empregos, em casa ou em oficinas anexas, e apenas durante os meses de Inverno quando a madeira de amieiro ainda está verde e húmida. Usam instrumentos rudimentares, como o enxó, o formão e a navalha ou x-acto para finalização de pormenores.
A técnica de construção destas máscaras esteve em risco de se perder, com cada vez menos artesãos a trabalharem nesta arte, até que o relançamento do Carnaval por parte da Junta de Freguesia, que chamou muito público de fora da vila para as festividades, e a abertura do CIMI (Centro Interpretativo da Máscara Ibérica), levou a que novos artesãos surgissem e a esta tradição esteja a ser passada a uma nova geração.

Portrait of different generations of masks builders from Lazarim: from Afonso Castro, born in 1925, who can no longer stand the cold to work, to Adão Almeida, born in 1962, who is now the most acknowledged “mascarillheiro”, to Daniel Silva, only 15, who just started making masks.
None of the artisans is devoted entirely to this craft. They work through the night, after leaving their jobs, at home or in attached workshops, and only during the winter months when the alder wood is still green and damp. They use rudimentary tools, such as the adze, the chisel and a knife or a x-acto for final details.
The construction technique of these masks was endangered, with fewer and fewer artisans working, but the re-launching of the Carnival by the Parish Council, which drew a large audience from outside the village for the festivities, and the opening of the CIMI (Interpretative Center of the Iberian Mask), led to the emergence of new craftsmen and this tradition is now being passed on to a new generation.

Arte Popular Portuguesa – de Ana a Zé
02/2018

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